quinta-feira, 16 de abril de 2020

Preocupada. Preocupada com tudo. Com o trabalho. Com a minha relação. Com os meus pais. Com a minha pele. Com isto tudo. Com tudo o que não consigo controlar. E é uma merda.

terça-feira, 17 de março de 2020

Hipocondria, ansiedade, e os dias em que vivemos

Por um lado não me apetecia escrever este post. Para onde quer que me vire aparece uma notícia alarmante sobre o covid-19, ou alguém a pedir pela 1125234234ª vez para que as pessoas lavem as mãos, pratiquem isolamento social, yada yada yada. Não queria juntar-me ao grupo. Mas como este blog acaba por ser uma espécie de registo da minha vida, achei que seria boa ideia deixar aqui uma entrada sobre a situação actual que estou a viver, o que estou a sentir, e os meus coping mechanisms.

Para a Catarina do futuro, caso não ela se lembre:
"O novo coronavírus, designado SARS-CoV-2, foi identificado pela primeira vez em dezembro de 2019 na China, na cidade de Wuhan. Este novo agente nunca tinha sido identificado anteriormente em seres humanos. A fonte da infeção é ainda desconhecida." (Site da DGS)

O vírus chegou a Portugal no fim de Fevereiro. No momento em que escrevo isto há 331 casos confirmados, 3 recuperados e 1 óbito. O país está praticamente parado. Maior parte da população - eu incluída - está em isolamento voluntário para tentar parar o contágio.

O que é que tenho estado a sentir desde que toda esta situação começou?

Os alertas sobre o coronavirus e a posterior chegada cá ao país coincidiram com a altura em que fui rejeitada de duas empresas (depois de quase duas semanas em ansiedade à espera de notícias) e tive de voltar a procurar, analisar e enviar candidaturas a anúncios de emprego (e voltar à rotina de enviar emails, ter chamadas introdutórias, marcar entrevistas, etc etc).

Quem lê aqui o blog sabe que eu sou bastante ansiosa e também um bocado hipocondríaca, portanto este conjunto de situações transformou-me numa autêntica bomba relógio:

- Tive ataques de ansiedade (ou de pânico, não sei bem). De vez em quando, às vezes sem sequer estar a pensar nos problemas em si, sentia uma aflição enorme (tipo uma vontade enorme de chorar, mas sem conseguir), não conseguia respirar como deve ser, e dava-me um calor enorme. Tudo isto passava em cerca de 1 ou 2 minutos. Não tinha mais que 1 ou 2 episódios destes por dia, mas foram regulares durante alguns dias. Entretanto já passaram

- Tive um super-mega-ataque de choro. Isto era algo que não me acontecia há anos. Choramingar quando estou mais stressada sim, acontece com alguma frequência, mas ataque de choro incontrolável? Já não tinha um desde os tempos de faculdade. Este calhou num dia em que estava particularmente stressada com um dos processos de recrutamento, e confesso que foi bastante libertador!

- Praticamente todos os sintomas físicos de ansiedade que alguma vez senti resolveram manifestar-se ao mesmo tempo. Dores de cabeça? Check. Dores de estômago? Check. Sintomas de refluxo? Check. Eczema? Check. Diarreia? Check. (Pelos vistos existe uma ligação entre o cérebro e o sistema digestivo, não admira que maior parte dos sintomas sejam daí)

- Voltei a virar os meus horários de sono do avesso (não que isso seja difícil, honestamente)

O que estou a fazer para me ajudar a lidar com toda a situação

- Ficar em casa. Às vezes é preciso sair para ir ao supermercado e afins (o que me deixa altamente ansiosa e a desejar ter um daqueles fatos de bio-protecção), mas regra geral (principalmente desde que começaram a fechar escolas e afins) tenho ficado em casa, e isso ajuda-me a sentir mais calma e segura.

- Só ver as notícias uma vez por dia. Normalmente pouco depois de acordar (sendo que só tenho acordado à hora de almoço), faço a ronda ao Observador para ver os números e os avisos. Tento evitar ao máximo abrir outros sites de notícias, e se estiver a fazer zapping passo o mais rápido possível pelos canais de notícias. Não vale a pena passar o dia a procurar actualizações, só serve para me causar pânico.

- Evitar as redes sociais. Tenho visto o Instagram muito menos do que o costume, e o Facebook ainda menos (e cada vez que caio no erro de abrir o feed arrependo-me). O instagram tem toda a gente a partilhar o "lavem as mãos" e "eu fico em casa" e afins. Não preciso disso. O facebook tem toda a gente a partilhar notícias de veracidade duvidosa, orações, desabafos, e o raio que o parta relacionado com o vírus. Também não preciso disso na minha vida.

- Encontrar (e fazer uso) de estratégias para me distrair de toda a situação. Como ainda não estou a trabalhar, tenho demasiado tempo livre para me distrair, portanto tenho tentado concentrar-me em coisas que me prendam a atenção e me distraiam do mundo. Até agora, o que tem resultado para mim:
  • Ler comics online - diga-se, fora do instagram e assim. Nomeadamente, eu costumo ler o Questionable Content, que descobri há uns anos. Quando preciso de me distrair, vou para o comic numero 1, e vou seguindo a história (às vezes ao longo de vários dias). Quando chego ao mais actual, volto ao início, se necessário.
  • Trash TV - nomeadamente, TLC, maioritariamente o 90-day fiancée e o 600-lb life. É tão mau e estupidificante, que se torna perfeito para distrair a cabeça
  • Documentários - um bocadinho o oposto da trash TV, mas também me tenho entretido a ver programas aleatórios nos National Geographics e afins.
  • Fazer crochet - há uns tempos comecei a fazer uma manta, e às vezes quando preciso de acalmar pego na lã e na agulha e adiciono mais uma ou duas filas.
  • Escrever e/ou rabiscar - tenho um caderno onde vou escrevendo desabafos. Às vezes nem sequer tenho coragem de desabafar, portanto também o uso para desenhar ou rabiscar aleatoriamente

E é isto. Depois de uns dias agitados, estou finalmente um bocadinho mais calma. Tudo há-de passar. 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Day by day #2

Os dias passam, demasiado devagar e ao mesmo tempo demasiado depressa.

Recebi mais um e-mail de rejeição de uma empresa. Sobra uma, que não me diz nada há duas semanas. Estou a perder a esperança de ter alguma proposta dali e voltei a mandar curriculos. É uma merda. Não só porque ao fim deste tempo já esperava ter arranjado alguma coisa, mas também porque queria muito uma proposta desta empresa.

Fui a um especialista pedir uma opinião sobre o ranger dos dentes e agora tenho exames para fazer e outros especialistas para ver. O meu cérebro hipocondríaco assumiu automaticamente que exames = doenças graves = estou aqui a morrer, quando o dentista só quer saber o estado de tudo antes de me receitar/recomendar o que quer que seja. Tenho que tratar do seguro de saúde que ando a adiar há meses.

Este mês usei duas vezes o Drive Now para começar a conduzir, aos pouquinhos, em Lisboa. Habituei-me a conduzir em automático e agora não quero outra coisa.

Tenho estado a dormir ligeiramente melhor - ou pelo menos a conseguir adormecer mais cedo e acordar antes do meio dia.

Fui passar um fim de semana ao Porto. Limpei a cabeça, enchi a barriga, e dei duas quedas. Ainda tenho os joelhos negros.

Voltei a ler. Acabei um livro que comprei na Feira do Livro. Comprei o segundo livro do The Witcher quando estava no Porto e precisava de matar tempo. Já vou a mais de meio.

Recomecei a ver The Big Bang Theory, porque a série já acabou há que tempos e eu ainda não vi até ao fim.

Estive a secar sementes que tirei de tomate-cherry. Tenho esperança de conseguir plantá-las. Também comprei sementes de alfazema. Espero conseguir um vaso bonito.

Assim vão as coisas por aqui.


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Day by day

A vida corre tranquila, cada vez menos reguila.

Meti-me em três processos de recrutamento, mas deram-me um chuto no rabo num deles (também não senti que fosse a pessoa ideal para aquilo).

Marquei e fui a uma consulta a que já devia ter ido há muito tempo. Correu tudo bem. Ainda estou à espera dos resultados de um exame. Segundo o papel que me deram até ficaram prontos no dia 31. Disseram que me ligavam se houvesse alguma coisa errada. Se não ligarem até ao fim de amanhã (hoje, na realidade), é porque deve estar tudo bem. A ver se não me esqueço de ir buscar os resultados anyways.

Começou-me a doer o pescoço, a minha ansiedade disparou (o que só piora), o que me fez passar horas e horas da madrugada acordada a ver televisão semi-deitada no sofá (tão bom para o pescoço), e a ver coisas na internet com o portátil (idem).

Comecei a notar que nos momentos de maior ansiedade estava a cerrar os maxilares com mais força do que o necessário. Fui ao dentista pedir uma opinião e vou ter uma consulta com um especialista.

As empresas enviaram-me testes para fazer e demonstrar a maneira como trabalho e como resolvo problemas. No dia em que os recebi tive um ataque de ansiedade (ou algo semelhante, não sei).

Quando passou e comecei a ocupar a cabeça a resolver os testes, deixei de ter dores (coincidência much?), mas troquei de todo os horários de sono.

Estou com a alimentação também virada do avesso.

Comprei uma mini-suculenta para fazer companhia a outra que me deram de brinde num casamento.
Entretanto fui visitar os meus pais, e roubei um bocadinho de uma suculenta da minha mãe. Não se preocupem - só tirei um bocadinho de um vaso cheio.

Tenho que ir arranjar um vaso para a plantar.

Agora que a bola está outra vez do lado das empresas, acho que estou a voltar ao overthinking.


Vai tudo correr bem.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

2019

O meu sonho de ver um Airbus A380 em Lisboa concretizou-se quando a Hi-Fly fez uma passagem com o seu "Save the Coral Reefs". Mobilizei uns quantos colegas de trabalho a virem à janela do escritório vê-lo passar.

Fui jogar Bowling 3 vezes

Fui fazer plane spotting 4 vezes

Subi ao Arco da Rua Augusta

Fui a Dublin

Festejei os meus anos com bolo no escritório e bebidas na Gulbenkian depois do trabalho


Fui ao Portugal Air Summit

Fiz uma pequena cirurgia para tirar um pequeno quisto, e levei pontos pela primeira vez na vida

Fui 3 vezes a Londres (pena que nem todas fossem para passear)

Cheguei ao 30 quilos perdidos desde 2017 (que entretanto já arruinei com as festas)

Perdi colegas de trabalho (um deles da pior maneira possível)

Pintei o cabelo de vermelho com tinta temporária, e adorei

Comprei uma action cam

Comecei a fazer mais aulas de grupo no ginásio

Apaixonei-me pelas aulas de dança no ginásio, só para descobrir que iam acabar no fim de 2019

Cancelaram-me um voo pela primeira vez (felizmente resolveu-se tudo)

Voei num Airbus A350 e num Boeing 747 pela primeira vez

Conheci Chicago, adorei

Conheci Seattle, detestei

Fui à fábrica da Boeing em Everett, e o meu cérebro bloqueou um bocado com a enormidade daquilo

Fui ao Skydeck e entrei numa varanda com chão de vidro, a 412 metros de altura

Comi deep dish pizza

Fui ver um jogo de basebol

Entrei num Concorde

Vi a parede de pastilha elástica de Seattle (nojentoooooooo)

Subi à Space Needle

Descobri a Old Mout Cider

Conheci o London City Airport

Experimentei o Drive Now e conduzi pela primeira vez em Lisboa - dentro do parque de estacionamento, claro

Fiz cinnammon rolls

Entreguei a minha carta de demissão

Fui ao brunch pela primeira vez

Fiz limoncello caseiro

Comprei uma camisola de Natal

Fui a uma discoteca pela primeira vez em anos e cheguei a casa às 4 da manhã e tinha que ir trabalhar nesse mesmo dia

Visitei finalmente Camden Town

Ganhei um peluche nas barraquinhas de jogos do Winter Wonderland em Londres

Fiz pão caseiro pela primeira vez

Celebrei 9 anos de namoro

Cozinhei vieiras pela primeira vez

***

Juro que parecia que 2019 tinha sido um ano altamente aborrecido, mas quando comecei a passar as fotos do meu telemóvel, fui-me apercebendo que até houveram bastantes peripécias.

Esperemos que daqui a um ano possa ter outra lista tão ou mais cheia de peripécias diferentes.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Desde o início de Dezembro que estou oficialmente desempregada.

Tal como disse no post anterior, há já imenso tempo que não estava motivada, não me conseguia focar em nada, e só me estava a aguentar porque gostava dos meus colegas de trabalho. Entreguei a demissão sem ter um próximo emprego alinhado, sem ter feito entrevistas, sem sequer ter começado à procura. Sentia a cabeça tão feita em água que só queria sair dali, enfiar-me na cama, e dormir durante uma quantidade indecente de horas. O meu namorado apoiou-me. Tinha estabilidade financeira para isso. E saí.

Tal como tudo na minha vida, cada vez que tenho expectativas positivas para algo, sai-me sempre tudo ao contrário. Contava sentir um peso gigante a sair-me dos ombros no momento em que saísse do escritório pela última vez. Tinha planos de pôr o sono em dia, séries em dia, livros em dia, organizar coisas em casa e aproveitar o Natal. Depois disso, calculei, iria estar com a cabeça suficientemente fresca para actualizar o meu CV e começar a candidatar-me a empresas.

Bom, ah-ah.

Efectivamente pus o sono em dia, mas isso implicou ficar com os horários trocados - hello, turno da noite. Com isso, perco metade dos dias a dormir, comer e tomar banho, e fico sem vontade de fazer mais nada.

Ainda nada me fez relaxar e desanuviar a cabeça a 100%. Nem a viagem a Londres para ir ao Winter Wonderland (entre outras coisas), nem o Natal, nem a passagem de ano.

No dia em que tentei actualizar o meu CV, não consegui arranjar uma única palavra para descrever a minha experiência profissional. Tudo me parecia estúpido e infantil, eu sentia-me estúpida e infantil e altamente inútil, tive um ataque de choro, e acabei por desistir e ir para a cozinha fazer pão caseiro.

Portanto estamos assim. Sinto-me inútil, mas ao mesmo tempo não me apetece fazer nada. Pensar em procurar emprego assusta-me. Nem sei bem o que quero da vida? Tenho medo de não conseguir identificar red flags que outras pessoas achariam óbvias e acabar a deprimir noutro sítio? Sou uma lesma preguiçosa que só quer comer e dormir?

Eu apostaria na última hipótese.

Enfim. Daqui a umas horas começa outro dia. Pode ser que seja melhor.


segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Olá pessoas.

A semana passada entreguei a minha carta de demissão.

Foi uma das decisões mais difíceis que tive de tomar nos últimos tempos, mas se derem uma voltinhas aos últimos posts que deixei aqui, talvez dê para perceber. Há já algum tempo que a minha motivação andava na lama, que passava as semanas a ansiar pela sexta feira, e todas as manhãs, antes de sair para o trabalho, precisava de me sentar durante 5 minutos sem fazer nada, apenas a motivar-me e ganhar coragem para sair de casa. Fui aguentando porque gosto muito das pessoas com quem trabalho, mas percebi que não podia continuar nisto.

Vou sair daqui a umas semanas, não sei o que vou fazer no futuro, para além de tirar alguns dias para simplesmente dormir e relaxar. Wish me luck.

domingo, 20 de outubro de 2019

Odeio profundamente a noite antes de ir apanhar um voo da manhã. A ansiedade, oh pa, a ansiedade! Rever mentalmente a lista de coisas a levar. Repetir mentalmente (ou em voz alta, às vezes) "eu não quero iiiiiiiiir!" (principalmente quando vou viajar em trabalho, que é o caso). Aquele pensamento deprimente de que vou ter que me levantar às 4 da manhã. Ver as horas do serão a passarem e saber que me devia ir deitar, mas que não vale muito a pena porque estou demasiado ansiosa para dormir e deitar-me só faria pior. A ansiedade. Todas as possibilidades más a desfilarem na minha cabeça. Odeio o meu cérebro.

domingo, 29 de setembro de 2019

Rituals

Quando tenho insónias e venho para a sala ver televisão, tenho sempre a panca de ir à cozinha fazer chá, mas em vez de usar a cafeteira eléctrica, ponho água num fervedor no fogão.

Não sei, acho que ter o trabalho extra e demorar mais tempo faz-me sentir que estou a fazer extra self-care. Ou ver a água a aquecer até ferver acalma-me? Não sei bem.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Hello September

Agosto foi yet another month.
A minha hipocondria tem estado on fire. Estive com dores/tensão no pescoço durante uma semana e pensei que já ia morrer disso (mas Voltaren e Picalm trataram do assunto). Depois um mosquito picou-me no braço durante a noite e fiz uma reacção como não fazia há muitos anos, fiquei com uma rodela enorme, vermelha e inchada. Pensei que ia ter de ir às urgências. Pensei que estava a desenvolver alta infecção.

Nota: Eu tenho ansiedade social que me bloqueia em tudo o que toca à saúde - detesto ir a médicos, detesto marcar consultas (faço-o online sempre que possível), e detesto ir à farmácia. Portanto quando tenho algum sintoma e a minha hipocondria ataca, fico simplesmente num limbo de alto stress e alta ansiedade a magicar os piores cenários possíveis.

Ao fim de uns dias de Fenistil e gelo, passou. Ainda tenho a marca porque tenho pele sensível que não achou piada às minhas unhas a coçar. Fui à praia pela primeira vez em 5 ou 6 anos, not sure. Voltei a conduzir, ainda que pouquinho. Cancelaram-me um dos voos das férias devido a greve dos pilotos. Conseguimos remarcar com a ajuda do Costumer Support. Fui três vezes fazer aula de BodyAttack, e já consigo gerir melhor a minha energia e não ficar a morrer a meio da aula. Fizemos planos soltos para as férias, porque planear tudo ao detalhe não combina connosco. Comprei uma action cam. Fomos fazer plane spotting outra vez. Voltei a sentir-me desmotivada no trabalho.

Entretanto chegou Setembro. Começou a minha travel anxiety, e por isso já comecei a planear obsessivamente as minhas listas de roupa, de medicamentos, de coisas para meter na mala.

Estou mesmo a precisar de férias.




quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Raramente uso o editor de HTML para escrever os meus posts, porque já lido demasiado com isso no dia a dia quando venho aqui quero é escrever e não ter trabalho.
Há quase um mês que não escrevo aqui, mas a verdade é que a minha vidinha é altamente aborrecida e agora passo a vida com dúvidas existenciais e a preocupar-me com tudo e mais alguma coisa, e também me aborrece estar sempre a choramingar em cada post.



Sim, eu escrevo este blog maioritariamente para mim mesma, mas depois preocupo-me com todos os seguidores que não tenho.


Como se ainda existissem dúvidas sobre a minha sanidade mental.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Also voltei de Londres cheia de nódoas negras nas pernas, porque ainda não aprendi a andar com uma mala de rodinhas atrás.
Mentalmente o tempo está um bocadinho nublado.
Fui a Londres e voltei. Continuo firme na minha opinião que Londres é a minha cidade favorita, mas não para trabalhar lá. Voei pela Ryanair pela segunda vez na minha vida, e apesar de discordar altamente com o modelo de negócio deles, a verdade é que toda a cena do "tempo é dinheiro" faz com que os voos saiam minimamente a horas. Also os dois aviões em que voei tinham as janelas mais sujas que alguma vez vi, aposto que as lavagens são limitadas para poupar dinheiro também.

O periodo entre as 20h30 e as 21h deve ser a pior altura para aterrar em Lisboa.

Fui tirar os pontos do braço e agora tenho uns adesivos que vão descolar naturalmente. Já posso tomar banho sem medos.

Fui ao Oftamologista para uma consulta de rotina. Está tudo bem. Vou ver se troco de armação dos óculos, porque a minha actual passa a vida a cair-me pelo nariz abaixo (não sei se devido ao facto de ter comprado uma armação baratucha na altura, ou se devido ao facto de ter perdido peso e a minha cara ter emagrecido, ou ambos).

Hoje estou a trabalhar de casa porque não há grande coisa para fazer. Aproveitei para dormir mais um bocado e soube-me mesmo bem.

É sexta feira, e eu estou mesmo a precisar de um fim de semana calminho.

domingo, 30 de junho de 2019

Amanhã vou para fora em trabalho outra vez. Estou a choramingar "Mas eu não quero iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiir" desde ontem.

domingo, 23 de junho de 2019

Olá pessoas. Continuo com comichão no penso porque pronto, o braço tem pêlos.
Tirei o penso que me puseram depois da cirurgia para pôr um novo, e vi pela primeira vez o resultado. Levei 6 pontos. Nunca tinha levado pontos ou visto pontos assim de tão perto, é fascinante. Às vezes dói-me quando me ponho a mexer demasiado - e obviamente quando paro deixa de doer. E é isto. Está tudo bem.


terça-feira, 18 de junho de 2019

Olá pessoas. Hoje fui tirar um quisto. Não doeu mas sentir puxar e repuxar foi bastante cringeworthy. Levei pontos pela primeira vez, e agora que a anestesia passou, tenho comichão e é super irritante. Espero que amanhã esteja melhor.

domingo, 16 de junho de 2019

É uma merda quando fico nervosa e ansiosa sem motivo nenhum. É que ao menos quando há motivo, sei o porquê, sei o que pode correr bem e o que pode correr mal, posso escrever sobre isso, posso pedir conselhos a alguém, you name it.

Agora assim, não. Então resta-me vir para a cama com uma dose de Valdispert e esperar que faça efeito e que o meu douchebag brain deixe de me chatear.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

FYI

Este fim de semana cheguei oficialmente aos 30 quilos perdidos. T-R-I-N-T-A.

É uma merda pensar que ainda assim continuo com excesso de peso e que tenho de continuar a perder (porque tudo o que fiz foi voltar ao peso que tinha aos 13-14 anos, altura em que o médico de família me mandou ao nutricionista), mas é bom pensar que agora consigo subir as escadas do metro sem ficar a morrer, os assentos dos aviões tornaram-se mais confortáveis, e andar quilómetros à descoberta quando viajo já não é um tormento tão grande (vou-me sempre lembrar de Nova Iorque e do facto que nunca apreciei devidamente o Central Park porque estava de rastos de andar tanto, e agora vou ter que lá voltar um dia).

Also, prometi a mim mesma que quando chegasse aos 30 quilos perdidos ia pintar o cabelo pela primeira vez, e os meus colegas de trabalho sabem disso. E agora acho que vou ter que efectivamente arranjar coragem para pintar o cabelo. I'll keep you posted.