terça-feira, 10 de julho de 2018

Amnesia

Na sexta feira tive a minha experiência de ficar embriagada ao ponto de não me lembrar de certas coisas. E de vomitar. 0/10 não recomendo. Portem-se bem, pessoas.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Throwback

Ontem durante a minha hora de almoço pus-me a analisar a lista de blogs que sigo no feedly. Ainda lá tenho o blog da M, apesar de não falar com ela há uns 3 ou 4 anos, e apesar de o blog dela estar fechado, ainda consegui ler alguns dos posts pelo feedly. E deu-me a nostalgia. E um bocadinho de tristeza. A coisa de que tenho mais saudades nisto de ser adulta é de ter amigas, como o nosso grupinho do secundário.

Tenho saudades do grupinho que jogava sueca italiana no intervalo das aulas e que ia lanchar à pastelaria para ocupar o tempo antes de apanhar o autocarro. Nas idas à piscina municipal durante o Verão combinadas pelo MSN. De esperarmos todas os resultados das colocações na faculdade. De passarmos a combinar almoços cada vez mais espaçados, conjugar os fins de semana passados na terra, tentar compactar no espaço de horas as novidades dos últimos meses.

Não sei bem quando é que me afastei. Suponho que tenha sido quando comecei a recusar convites em alturas em que tinha demasiadas coisas no meu prato - toda a logística quando acabei a licenciatura e tive de tratar da papelada para me candidatar ao mestrado noutra faculdade, o dito mestrado e a adaptação a uma nova rotina, o tentar equilibrar os fins de semana passados na terra para ver a minha familia com os fins de semana passados em Lisboa para estar com o meu namorado. Depois arranjei um segundo número de telemóvel e gradualmente deixei de usar o antigo. E depois não sei, mas eventualmente deixei de receber convites. Ao início nem reparei porque estava demasiado imersa na minha própria vidinha (e a tentar equilibrar todas as coisas do parágrafo acima), mas um dia vi fotografias no Facebook. E doeu. Tenho pena de ter perdido o contacto. E tenho pena de não ter coragem de voltar ao contacto - afinal, como é que se volta a falar com alguém ao fim de tantos anos? Mandar uma mensagem no facebook e de repente voltar a pedir novidades parece tão estranho, tipo "olá? lembras-te de mim? conta-me todas as novidades dos últimos anos!". E se já não quiserem nada comigo, a amiga estranha e pouco feminina que é informática e não sabe falar com pessoas? E se tiverem a sua vidinha e um grupo de amigos da faculdade e já não estiverem interessadas na grupeta do secundário que jogava sueca italiana? Tantos se's, tanta insegurança, tanta fobia...

Não sei se alguma das meninas ainda lê o blog (se sim, olá!) e nem sei se ainda se lembram de mim (afinal sempre fui socially awkward e nem sempre me sentia 100% dentro do grupo). Mas eu lembro-me bastantes vezes dos bons momentos com aquele grupinho. And I guess I'll always have that.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Howdy.

Já não escrevia aqui há meses, mas não há nada de novo.
Segundo o calendário já começou o verão, mas o tempo está como está e hoje vim de guarda chuva para o trabalho. Hoje vou tentar ir pela primeira vez ao ginásio e estou borradinha de medo. O medo do desconhecido, o medo das pessoas, o medo de toda a gente apontar para mim "ahah, olha a gorda no ginásio a fingir que faz desporto".

Tenho sono porque as segundas feiras são difíceis, e tenho frio porque tenho colegas muito encalorados e o AC está a debitar ar frio que é uma locura.

Estou a ficar atrasada no trabalho que estou a fazer mas hoje ainda não me consegui concentrar entre responder a perguntas, investigar coisas e enviar screenshots.

Ainda não passei o Legend of Zelda. Estou a adorar o jogo e não quero que acabe, logo estou a explorar todos os cantinhos e a fazer todas as side quests.

É meio dia. Tenho fome mas o almoço só chega daqui a pouco. Devia focar-me no trabalho mas às vezes é difícil e a cabeça não quer, e então dou por mim a vir aqui ao blog. Ou a ler blogs. Mas o que tem que ser tem muita força. Então cá vou eu.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Them dayz

Há dias em que só me apetece mandar tudo à fava e ir para casa dormir uma sesta e encher-me de chocolate (talvez nesta ordem. Ou talvez não). Hoje é um desses dias.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

The news

Fui fazer uma formação. Fui à Califórnia. Sobrevivi a dois voos de 10h. Fui ao Universal Studios. Vi a Golden Gate Bridge. E o sinal de Hollywood. E o fim da Route 66. E o oceano Pacífico. Passei a dedicar-me a frontend. Fiz bagels pela segunda vez. Continuo a contar calorias. Só perdi dois quilos desde o último post graças à conjugação de duas semanas nos EUA com a Páscoa. Comprei o último legend of zelda. Comecei de novo à procura de casa para arrendar. Continuo a dormir mal. Há dias em que só me apetece entupir de chocolate.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

2017, a retrospective

Tive uma gastroentrite. Tirei o passaporte pela primeira vez (no dia a seguir a ter tido a dita gastroentrite, e pareço um zombie na foto). Fui a Londres pela segunda vez em trabalho. Passei meses a ouvir barulhos de obras no andar de cima. Senhores das obras abriram-me um buraco no tecto da casa de banho. Estreei-me em viagens transatlânticas. Vi a estátua da liberdade, Times Square, o Central Park e subi ao Empire State Building. Visitei o aquário de Boston, o MIT, Harvard, Rockport e Plymouth. Voltei a Londres, desta vez de férias. Vi finalmente o Harrods, o British Museum e o National History Museum como deve ser. Voei num Airbus A380, num Boeing 777 e num Embraer. Comprei uma balança de cozinha. Ganhei chefes novos. Perdi colegas de trabalho. Ganhei colegas de trabalho. Fiz formação em AWS. Passei para um contrato sem termo. Fui entrevistadora pela primeira vez. Fui a Londres (sim, outra vez) para a festa de Natal da empresa. Tive uma séria crise de identidade e falta de motivação em relação ao meu trabalho. Descobri que não era a única, e resolvi dar mais uma hipótese. Fui promovida. Comecei a contar calorias, descobri o meu ritmo e perdi quinze quilos sem deixar de comer chocolate. Comprei uma Nintendo Switch. Tive um Natal de treta. Acabei o ano mal do estômago graças aos abusos.

Foi isto. Às vezes sinto que estou sentada a ver a vida a passar. Espero conseguir mudar isso eventualmente. Antes que seja demasiado tarde.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Sick and tired of being sick and tired.

É isto. Cansada e desmotivada.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

So not prepared.

Amanhã vou pela primeira vez fazer uma entrevista de emprego. Como entrevistadora.

Eu.

Estou neste momento a amaldiçoar a eu do passado por se ter voluntariado e achado que era boa ideia começar a ganhar experiência nessa área.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Being prepared

Sabes que a tua ansiedade social é do caraças quando 5 minutos antes de uma call tens de escrever num papel como vais introduzir o assunto só para não começares a gaguejar e enervares-te e tornares uma call rápida de 10 minutos em 20 minutos de "ahhhhh..."s e "ummmm"s.

It worked.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Yawn

Sabes que um dia está a começar bem quando às 11 da manhã já vais no segundo café.


Para que conste, normalmente só bebo um café quando chego ao escritório e outro depois de almoço.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Open in a new tab

Ao longo de um dia de trabalho costumo ter umas duas ou três janelas do Chrome abertas, mais uma em incognito mode. Cada janela com umas 10 tabs abertas. Muitas vezes o mesmo link aberto em duas janelas diferentes. 

Imaginem a diversão quando quero procurar uma tab em particular.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

In vs Out

Há cerca de um ano atrás tive de ir pesar-me e medir a tensão à farmácia, para poder preencher uns impressos do seguro de saúde. Sabia que tinha engordado bastante entre os meses de desemprego e o estou-cansada-e-é-tarde-vou-mas-é-comprar-uma-lasanha-para-o-jantar, mas não sabia que tinha sido TANTO.

Não sabia bem por onde começar para me livrar do peso, e não sei bem como, fui parar ao reddit. Talvez estivesse à procura de receitas, ou de opiniões, ou o que quer que seja, não me lembro. Só sei que acabei no loseit. E descobri a contagem de calorias. Ou CICO (calories in vs calories out).

Eu sinto-me sempre desconfortável a falar do CICO com alguém porque existe uma ideia muito pré-concebida na cabeça das pessoas sobre dietas: Se tens peso a mais, então tens de ir ao nutricionista e inscrever-te no ginásio e passar a comer frango grelhado com salada a todas as refeições e só comer bolachas de arroz ou iogurte natural ao lanche, e quando fores almoçar fora com amigos tens de ser aquela pessoa que pede frango grelhado com salada num restaurante de francesinhas, porque dieta é sacrifício e não podes desviar-te nunca. E livra-te de jantar outra coisa que não um prato de sopa.

Nada contra a sopa e o frango grelhado com salada. Gosto bastante. Já a parte do sacrifício e das limitações, nem tanto.

Então e o CICO? Bom, o CICO pode ser considerado dieta no sentido em que, efectivamente, existe perda de peso, mas no fim acaba por ser mais uma mudança de estilo de vida. Só que com calma, sem restrições, sem culpas, e sem ginásios, se assim o quisermos. As bases são as seguintes:

  • O corpo humano consome um determinado total de calorias (chamemos-lhe X) por dia entre manter o seu funcionamento (bombear sangue, digerir comida, etc.) e a actividade física que fazemos (ir para o trabalho, ver televisão, fazer uma caminhada, lavar a loiça).
  • Se consumirmos mais que as X calorias por dia, o extra é armazenado, e engordamos.
  • Se consumirmos menos que as X calorias por dia, o corpo vai consumir o excedente que está armazenado. E emagrecemos. 
  • Se consumirmos tantas calorias quanto as que gastamos, mantemos o peso.
E é basicamente isto. Quer dizer, há mais coisas, mas é isto a base da minha "dieta". Depois é só calcular o número ideal de calorias a consumir por dia, e tentar não consumir mais do que esse número. Existem várias aplicações para smartphone que fazem o cálculo e permitem registar a comida e calorias. Eu uso o MyFitnessPal (e uma balança de cozinha, sempre que possível), mas sei que existem outras.

Desvantagens? É preciso entrar TODOS os dias na aplicação, e inserir TODA (mesmo TODA) a comida ingerida. Mesmo aquela batata frita que roubámos do prato de outra pessoa, ou aquela colherada de sobremesa a que não resistimos. Idealmente devemos pesar todos os ingredientes que usamos a cozinhar para garantir uma contagem mais correcta. Às vezes sinto-me maluquinha quando vou pesar 10 gramas de M&Ms. Mesmo sendo flexível, implica alguns sacrifícios, porque muitas vezes é preciso controlar as porções e comer menos e no fim do almoço ficamos "só" saciados e não cheios, como de costume. Implica algum planeamento, porque se vamos almoçar fora todos os dias com os colegas de trabalho, convém garantir que não comemos demais e que conseguimos fazer uma contagem o mais correcta possível das calorias. Implica ter alguma paciência, porque a perda de peso não é linear e muitas vezes quando vou à balança vejo mais um quilo e só me apetece mandar tudo para o caraças e comer um pacote inteiro de bolachas. Embora muito provavelmente 2 dias depois a balança vá marcar menos um quilo e meio.

Vantagens? Imensas.
Primeiro (e agora consigo sentir os nutricionistas deste mundo a arrepiarem-se), calorias são calorias. Ponto. Desde que ao fim do dia tenhamos consumido menos calorias do que as que gastamos, fica tudo bem. Isso permite-me comer coisas "não-saudáveis" frequentemente, e ajuda a mitigar a sensação de sacrifício.
Segundo, curiosamente, o facto de não haver restrições ajuda-me a fazer escolhas mais saudáveis! O facto de registar todas as calorias e quantidades ajuda-me a ter uma noção do que é mais ou menos calórico, e como tal, ao longo do tempo tenho vindo a aumentar a quantidade de vegetais às refeições (porque enchem e são pouco calóricos), a diminuir as quantidades de hidratos de carbono e controlar as quantidades de proteína.
Terceiro, tem-me permitido perceber que a perda de peso é tudo menos linear. É bem possível que ao fim de uma semana a comer dentro do limite de calorias a balança marque mais um quilo. Às vezes ganho dois quilos de um dia para o outro. Outras vezes tenho um dia em que como mais do que devia e no dia seguinte a balança marca menos peso. Ganhei o hábito de me pesar todos os dias (mais coisa menos coisa), e aos poucos vou-me habituando às variações. Ter um gráfico ajuda a ver a big picture (tenho um no google drive, mas também há apps).
Quarto, a perda de peso (well duh). No fim de contas é isso que importa.

Em jeito de conclusão, aconselho o CICO mas se estiverem interessados (não sei se alguém ainda visita este cantinho), tomem o meu conselho with a grain of salt. O que escrevi aqui é uma opinião. Não sou médica, não sou nutricionista, não sou de todo profissional neste assunto, por isso usem a cabeça antes de fazer o que quer que seja.

Não sei se isto vai ser viável a longo prazo. Não sei o que vai acontecer quando chegar a um peso saudável. Não sei se vou contar calorias para o resto da vida. Mas para alguém que tem lutado com o excesso de peso a vida toda, o segredo aqui é focar-me um dia de cada vez.

Deixo-vos o meu gráfico do peso, com uma linha de tendência que explica o quão irregular consegue ser a perda de peso. Sem números, claro, que essa parte é um bocadinho embaraçosa.






quinta-feira, 24 de agosto de 2017

I'm still here

Uau. Já não escrevia aqui há quatro meses. Correndo o risco de parecer uma velha, mas o tempo realmente passa a voar.

Não aconteceu muita coisa nestes últimos tempos. Bom, pelo menos nada de ultra-life-changing. As coisas vão indo, um dia de cada vez, às vezes melhor, às vezes pior. O resumo, disseram? Aqui vai:

Voltei a contar calorias (acho que nunca escrevi aqui sobre isso), e tenho 78 dias seguidos de logs no MyFitnessPal. Perdi 8kg desde a data do último post. Comprei o JustDance 2017 para o PC lá de casa e passei a jogar regularmente para fazer exercício. Fui a Nova Iorque e a Boston e voei num A380. Fiz 25 anos. Fui aos santos pela primeira vez e até vi as marchas. Perdi colegas de trabalho. Fiz uma formação.

Continuo a ter problemas de sono e a andar sempre cansada e sem grande vontade de fazer o que quer que seja.


Continuo com algumas dúvidas existenciais, mas como parte do meu foco neste momento é a minha saúde (melhorar a alimentação, aumentar a actividade física, perder peso e deixar de ficar a arfar quando subo escadas e de suar em bica a torto e a direito), elas acabam por não me deixar tão pensativa.

E é assim. Espero voltar a escrever mais frequentemente por aqui, que às vezes faz-me falta ter um sítio onde escrever o que me vai na cabeça.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Off the grid, part I

Aparentemente os e-mails do Github são piores que as ervas daninhas, e não há filtro do gmail que os apanhe. Por isso tive de desactivar os alertas directamente no Github. Tirando isso, foi um bom dia.
Dormi até quase ao meio dia.
Almocei salada de tomate com abacate, atum e batata doce (I know, mas ficou bom).
Vi Morangos com açúcar (tenho andado a gravar os episódios na box).
Joguei Bioshock (recentemente terminei o Bioshock Infinite e quero ver se passo este também). Não demorei muito, o jogo é ligeiramente creepy. Joguei tetris.
Fui às compras.
Fiz lasanha.
Jantei lasanha.
Comi bolachas.
Comi um crepe com recheio de pastel de nata do pingo doce.
Ajudei o meu namorado a passar a ferro.
Joguei Just Dance.
Vi TV.

E tomei um duche relaxante antes de o meu namorado se ir deitar. Enchi-me de creme hidratante bem cheiroso. E agora estou na sala, à espera que o sono chegue. Amanhã vou para casa dos papás. Espero conseguir relaxar ainda mais. Hoje foi um bom dia.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Off the grid.

Filtro no meu gmail pessoal para arquivar automaticamente os e-mails do GitHub.

Notificações do e-mail do trabalho desactivadas.

Notificações do Slack desligadas.

Tirei dois dias de férias para aproveitar a sexta feira santa. O meu objectivo é tentar relaxar e não pensar em trabalho. E isso significa bloquear todo o tipo de notificações (é incrivelmente fácil passar um dia de férias só a ler as mensagens do Slack). É super estranho sentir-me off the grid, mas como para mim é extremamente complicado desligar do trabalho (porque a minha cabeça anda sempre a mil à hora), acho que esta é a melhor opção.

Vamos a ver. 

Uma coisa é certa, esta noite vai ser aproveitada para dormir o máximo de horas que conseguir.

Aint nobody got time fo that

Gosto imenso de ver fotografias de bullet journals e agendas personalidadas todas fofinhas e hipsters, mas não tenho a menor pachorra para me meter nessas coisas.

Normalmente meto simplesmente o que não me posso esquecer no google calendar (pagar a renda, pagar a internet, carregar o passe, etc e tal), e o resto organizo mentalmente (e faço to-do lists rápidas no primeiro papel que me aparecer à frente, caso necessário).

Sim, efectivamente a minha vida não é assim tão interessante para valer o esforço de fazer essas coisas bonitinhas ^^.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Drool

Na semana passada estive em Londres.

As lojas do Duty Free do aeroporto são as coisas mais apetitosas de sempre.

Reese's Peanut Butter cups de chocolate branco. O. M. G.

domingo, 26 de março de 2017

Who, what, when, where

Ando outra vez em crise existencial.

OK, pronto, na realidade continuo em crise existencial.

Não sei bem o que ando a fazer, sinto que me limito a sobreviver, a ver o tempo passar. Casa-trabalho, trabalho-casa.

Não me sinto minimamente inteligente. Não me sinto minimamente útil.

No trabalho vou fazendo o que tenho a fazer. Sinto-me sempre inferior e menos inteligente que toda a gente. Às vezes vou ouvindo conversas e penso "como raio é que esta gente sabe estas coisas? Como raio é que têm tempo e paciência para ler artigos ou ver vídeos e assimilar o que lá está?". Alguma coisa tenho feito bem, porque os prazos vão sendo cumpridos e as coisas funcionam. Mas não sei, continuo a sentir-me assim, inferior, ignorante, sem saber reagir, comunicar.

O facto de o sítio onde trabalho estar a passar por um momento menos bom não ajuda muito.

Depois venho para casa, onde há jantar para fazer, roupa para lavar, coisas para limpar. O meu namorado reclama porque sujo a cozinha quando estou a cozinhar (ainda estou para descobrir como cozinhar sem sujar, mas isso são pormenores). Tudo o que limpo é mal limpo, e qualquer sugestão que dê para economizar tempo/esforço é ignorado. E no fim sobram-me duas ou três horas para ficar no sofá a jogar os meus joguinhos e ouvir televisão enquando ele joga no computador, porque ele só vê séries completamente creepy e diz que as comédias são boring. 

Às vezes tenho imensa inveja do Gérald do Witcher. 

Por fim vou para a cama, onde luto com a minha dificuldade em adormecer e me preparo para mais um dia igual.

Não me interpretem mal, gosto muito do meu namorado e não estou de todo arrependida da decisão de morarmos juntos. Mas viver com outra pessoa implica haver atritos e discussões, e hoje sinto-me particularmente queixinhas.

Vou sobrevivendo no meio disto tudo, sem saber muito bem o que fazer. Sei que só depende de mim alterar esta rotina do sobreviver-não-viver, mas não sei o que fazer. Nem me sinto com energia para fazer o que quer que seja.

domingo, 22 de janeiro de 2017

There are bad times.

Há semanas más.

Há semanas em que durmo mal. Em que me sinto mais insegura que o costume no trabalho. Em que saio de casa a desejar que chegue rapidamente a hora de voltar.

Em que sinto que faço porcaria atrás de porcaria e me sinto uma porcaria.

Basicamente é isto. Nas últimas semanas tenho andado assim. Custa-me adormecer à noite e custa-me acordar de manhã. Passo o dia cansada. Sinto-me uma nódoa no trabalho. Sinto que não pertenço ali ou a lado nenhum. Sinto-me em baixo e só me apetece voltar aos tempos em que ainda não tinha emprego e podia passar o dia debaixo dos lençóis da cama a deprimir. Na última quinta feira tive de me refugiar na casa de banho para conseguir acalmar um bocado e não desatar a chorar.

Espero que seja só uma fase má, alimentada por hormonas e ansiedade. Mas neste momento só queria enroscar-me a deprimir debaixo dos cobertores e que segunda feira nunca chegasse.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Marketing Genius

Pergunto-me quem terá sido o grande génio que um dia pensou

"Hey, sabem o que era uma ideia mesmo genial? Mandarmos os voluntários das ONG para a porta das estações de metro mais movimentadas pedir donativos. Melhor que isso, mandá-los para lá ao fim do dia, porque é isso mesmo que as pessoas querem: chegar ao fim de um dia de trabalho cansativo, arrastarem-se para os transportes públicos e no caminho para casa ainda serem abordadas por malta a pedir dinheiro. Genial! Porque é que não me lembrei disto antes?"