segunda-feira, 25 de setembro de 2017

So not prepared.

Amanhã vou pela primeira vez fazer uma entrevista de emprego. Como entrevistadora.

Eu.

Estou neste momento a amaldiçoar a eu do passado por se ter voluntariado e achado que era boa ideia começar a ganhar experiência nessa área.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Being prepared

Sabes que a tua ansiedade social é do caraças quando 5 minutos antes de uma call tens de escrever num papel como vais introduzir o assunto só para não começares a gaguejar e enervares-te e tornares uma call rápida de 10 minutos em 20 minutos de "ahhhhh..."s e "ummmm"s.

It worked.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Yawn

Sabes que um dia está a começar bem quando às 11 da manhã já vais no segundo café.


Para que conste, normalmente só bebo um café quando chego ao escritório e outro depois de almoço.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Open in a new tab

Ao longo de um dia de trabalho costumo ter umas duas ou três janelas do Chrome abertas, mais uma em incognito mode. Cada janela com umas 10 tabs abertas. Muitas vezes o mesmo link aberto em duas janelas diferentes. 

Imaginem a diversão quando quero procurar uma tab em particular.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

In vs Out

Há cerca de um ano atrás tive de ir pesar-me e medir a tensão à farmácia, para poder preencher uns impressos do seguro de saúde. Sabia que tinha engordado bastante entre os meses de desemprego e o estou-cansada-e-é-tarde-vou-mas-é-comprar-uma-lasanha-para-o-jantar, mas não sabia que tinha sido TANTO.

Não sabia bem por onde começar para me livrar do peso, e não sei bem como, fui parar ao reddit. Talvez estivesse à procura de receitas, ou de opiniões, ou o que quer que seja, não me lembro. Só sei que acabei no loseit. E descobri a contagem de calorias. Ou CICO (calories in vs calories out).

Eu sinto-me sempre desconfortável a falar do CICO com alguém porque existe uma ideia muito pré-concebida na cabeça das pessoas sobre dietas: Se tens peso a mais, então tens de ir ao nutricionista e inscrever-te no ginásio e passar a comer frango grelhado com salada a todas as refeições e só comer bolachas de arroz ou iogurte natural ao lanche, e quando fores almoçar fora com amigos tens de ser aquela pessoa que pede frango grelhado com salada num restaurante de francesinhas, porque dieta é sacrifício e não podes desviar-te nunca. E livra-te de jantar outra coisa que não um prato de sopa.

Nada contra a sopa e o frango grelhado com salada. Gosto bastante. Já a parte do sacrifício e das limitações, nem tanto.

Então e o CICO? Bom, o CICO pode ser considerado dieta no sentido em que, efectivamente, existe perda de peso, mas no fim acaba por ser mais uma mudança de estilo de vida. Só que com calma, sem restrições, sem culpas, e sem ginásios, se assim o quisermos. As bases são as seguintes:

  • O corpo humano consome um determinado total de calorias (chamemos-lhe X) por dia entre manter o seu funcionamento (bombear sangue, digerir comida, etc.) e a actividade física que fazemos (ir para o trabalho, ver televisão, fazer uma caminhada, lavar a loiça).
  • Se consumirmos mais que as X calorias por dia, o extra é armazenado, e engordamos.
  • Se consumirmos menos que as X calorias por dia, o corpo vai consumir o excedente que está armazenado. E emagrecemos. 
  • Se consumirmos tantas calorias quanto as que gastamos, mantemos o peso.
E é basicamente isto. Quer dizer, há mais coisas, mas é isto a base da minha "dieta". Depois é só calcular o número ideal de calorias a consumir por dia, e tentar não consumir mais do que esse número. Existem várias aplicações para smartphone que fazem o cálculo e permitem registar a comida e calorias. Eu uso o MyFitnessPal (e uma balança de cozinha, sempre que possível), mas sei que existem outras.

Desvantagens? É preciso entrar TODOS os dias na aplicação, e inserir TODA (mesmo TODA) a comida ingerida. Mesmo aquela batata frita que roubámos do prato de outra pessoa, ou aquela colherada de sobremesa a que não resistimos. Idealmente devemos pesar todos os ingredientes que usamos a cozinhar para garantir uma contagem mais correcta. Às vezes sinto-me maluquinha quando vou pesar 10 gramas de M&Ms. Mesmo sendo flexível, implica alguns sacrifícios, porque muitas vezes é preciso controlar as porções e comer menos e no fim do almoço ficamos "só" saciados e não cheios, como de costume. Implica algum planeamento, porque se vamos almoçar fora todos os dias com os colegas de trabalho, convém garantir que não comemos demais e que conseguimos fazer uma contagem o mais correcta possível das calorias. Implica ter alguma paciência, porque a perda de peso não é linear e muitas vezes quando vou à balança vejo mais um quilo e só me apetece mandar tudo para o caraças e comer um pacote inteiro de bolachas. Embora muito provavelmente 2 dias depois a balança vá marcar menos um quilo e meio.

Vantagens? Imensas.
Primeiro (e agora consigo sentir os nutricionistas deste mundo a arrepiarem-se), calorias são calorias. Ponto. Desde que ao fim do dia tenhamos consumido menos calorias do que as que gastamos, fica tudo bem. Isso permite-me comer coisas "não-saudáveis" frequentemente, e ajuda a mitigar a sensação de sacrifício.
Segundo, curiosamente, o facto de não haver restrições ajuda-me a fazer escolhas mais saudáveis! O facto de registar todas as calorias e quantidades ajuda-me a ter uma noção do que é mais ou menos calórico, e como tal, ao longo do tempo tenho vindo a aumentar a quantidade de vegetais às refeições (porque enchem e são pouco calóricos), a diminuir as quantidades de hidratos de carbono e controlar as quantidades de proteína.
Terceiro, tem-me permitido perceber que a perda de peso é tudo menos linear. É bem possível que ao fim de uma semana a comer dentro do limite de calorias a balança marque mais um quilo. Às vezes ganho dois quilos de um dia para o outro. Outras vezes tenho um dia em que como mais do que devia e no dia seguinte a balança marca menos peso. Ganhei o hábito de me pesar todos os dias (mais coisa menos coisa), e aos poucos vou-me habituando às variações. Ter um gráfico ajuda a ver a big picture (tenho um no google drive, mas também há apps).
Quarto, a perda de peso (well duh). No fim de contas é isso que importa.

Em jeito de conclusão, aconselho o CICO mas se estiverem interessados (não sei se alguém ainda visita este cantinho), tomem o meu conselho with a grain of salt. O que escrevi aqui é uma opinião. Não sou médica, não sou nutricionista, não sou de todo profissional neste assunto, por isso usem a cabeça antes de fazer o que quer que seja.

Não sei se isto vai ser viável a longo prazo. Não sei o que vai acontecer quando chegar a um peso saudável. Não sei se vou contar calorias para o resto da vida. Mas para alguém que tem lutado com o excesso de peso a vida toda, o segredo aqui é focar-me um dia de cada vez.

Deixo-vos o meu gráfico do peso, com uma linha de tendência que explica o quão irregular consegue ser a perda de peso. Sem números, claro, que essa parte é um bocadinho embaraçosa.






quinta-feira, 24 de agosto de 2017

I'm still here

Uau. Já não escrevia aqui há quatro meses. Correndo o risco de parecer uma velha, mas o tempo realmente passa a voar.

Não aconteceu muita coisa nestes últimos tempos. Bom, pelo menos nada de ultra-life-changing. As coisas vão indo, um dia de cada vez, às vezes melhor, às vezes pior. O resumo, disseram? Aqui vai:

Voltei a contar calorias (acho que nunca escrevi aqui sobre isso), e tenho 78 dias seguidos de logs no MyFitnessPal. Perdi 8kg desde a data do último post. Comprei o JustDance 2017 para o PC lá de casa e passei a jogar regularmente para fazer exercício. Fui a Nova Iorque e a Boston e voei num A380. Fiz 25 anos. Fui aos santos pela primeira vez e até vi as marchas. Perdi colegas de trabalho. Fiz uma formação.

Continuo a ter problemas de sono e a andar sempre cansada e sem grande vontade de fazer o que quer que seja.


Continuo com algumas dúvidas existenciais, mas como parte do meu foco neste momento é a minha saúde (melhorar a alimentação, aumentar a actividade física, perder peso e deixar de ficar a arfar quando subo escadas e de suar em bica a torto e a direito), elas acabam por não me deixar tão pensativa.

E é assim. Espero voltar a escrever mais frequentemente por aqui, que às vezes faz-me falta ter um sítio onde escrever o que me vai na cabeça.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Off the grid, part I

Aparentemente os e-mails do Github são piores que as ervas daninhas, e não há filtro do gmail que os apanhe. Por isso tive de desactivar os alertas directamente no Github. Tirando isso, foi um bom dia.
Dormi até quase ao meio dia.
Almocei salada de tomate com abacate, atum e batata doce (I know, mas ficou bom).
Vi Morangos com açúcar (tenho andado a gravar os episódios na box).
Joguei Bioshock (recentemente terminei o Bioshock Infinite e quero ver se passo este também). Não demorei muito, o jogo é ligeiramente creepy. Joguei tetris.
Fui às compras.
Fiz lasanha.
Jantei lasanha.
Comi bolachas.
Comi um crepe com recheio de pastel de nata do pingo doce.
Ajudei o meu namorado a passar a ferro.
Joguei Just Dance.
Vi TV.

E tomei um duche relaxante antes de o meu namorado se ir deitar. Enchi-me de creme hidratante bem cheiroso. E agora estou na sala, à espera que o sono chegue. Amanhã vou para casa dos papás. Espero conseguir relaxar ainda mais. Hoje foi um bom dia.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Off the grid.

Filtro no meu gmail pessoal para arquivar automaticamente os e-mails do GitHub.

Notificações do e-mail do trabalho desactivadas.

Notificações do Slack desligadas.

Tirei dois dias de férias para aproveitar a sexta feira santa. O meu objectivo é tentar relaxar e não pensar em trabalho. E isso significa bloquear todo o tipo de notificações (é incrivelmente fácil passar um dia de férias só a ler as mensagens do Slack). É super estranho sentir-me off the grid, mas como para mim é extremamente complicado desligar do trabalho (porque a minha cabeça anda sempre a mil à hora), acho que esta é a melhor opção.

Vamos a ver. 

Uma coisa é certa, esta noite vai ser aproveitada para dormir o máximo de horas que conseguir.

Aint nobody got time fo that

Gosto imenso de ver fotografias de bullet journals e agendas personalidadas todas fofinhas e hipsters, mas não tenho a menor pachorra para me meter nessas coisas.

Normalmente meto simplesmente o que não me posso esquecer no google calendar (pagar a renda, pagar a internet, carregar o passe, etc e tal), e o resto organizo mentalmente (e faço to-do lists rápidas no primeiro papel que me aparecer à frente, caso necessário).

Sim, efectivamente a minha vida não é assim tão interessante para valer o esforço de fazer essas coisas bonitinhas ^^.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Drool

Na semana passada estive em Londres.

As lojas do Duty Free do aeroporto são as coisas mais apetitosas de sempre.

Reese's Peanut Butter cups de chocolate branco. O. M. G.

domingo, 26 de março de 2017

Who, what, when, where

Ando outra vez em crise existencial.

OK, pronto, na realidade continuo em crise existencial.

Não sei bem o que ando a fazer, sinto que me limito a sobreviver, a ver o tempo passar. Casa-trabalho, trabalho-casa.

Não me sinto minimamente inteligente. Não me sinto minimamente útil.

No trabalho vou fazendo o que tenho a fazer. Sinto-me sempre inferior e menos inteligente que toda a gente. Às vezes vou ouvindo conversas e penso "como raio é que esta gente sabe estas coisas? Como raio é que têm tempo e paciência para ler artigos ou ver vídeos e assimilar o que lá está?". Alguma coisa tenho feito bem, porque os prazos vão sendo cumpridos e as coisas funcionam. Mas não sei, continuo a sentir-me assim, inferior, ignorante, sem saber reagir, comunicar.

O facto de o sítio onde trabalho estar a passar por um momento menos bom não ajuda muito.

Depois venho para casa, onde há jantar para fazer, roupa para lavar, coisas para limpar. O meu namorado reclama porque sujo a cozinha quando estou a cozinhar (ainda estou para descobrir como cozinhar sem sujar, mas isso são pormenores). Tudo o que limpo é mal limpo, e qualquer sugestão que dê para economizar tempo/esforço é ignorado. E no fim sobram-me duas ou três horas para ficar no sofá a jogar os meus joguinhos e ouvir televisão enquando ele joga no computador, porque ele só vê séries completamente creepy e diz que as comédias são boring. 

Às vezes tenho imensa inveja do Gérald do Witcher. 

Por fim vou para a cama, onde luto com a minha dificuldade em adormecer e me preparo para mais um dia igual.

Não me interpretem mal, gosto muito do meu namorado e não estou de todo arrependida da decisão de morarmos juntos. Mas viver com outra pessoa implica haver atritos e discussões, e hoje sinto-me particularmente queixinhas.

Vou sobrevivendo no meio disto tudo, sem saber muito bem o que fazer. Sei que só depende de mim alterar esta rotina do sobreviver-não-viver, mas não sei o que fazer. Nem me sinto com energia para fazer o que quer que seja.

domingo, 22 de janeiro de 2017

There are bad times.

Há semanas más.

Há semanas em que durmo mal. Em que me sinto mais insegura que o costume no trabalho. Em que saio de casa a desejar que chegue rapidamente a hora de voltar.

Em que sinto que faço porcaria atrás de porcaria e me sinto uma porcaria.

Basicamente é isto. Nas últimas semanas tenho andado assim. Custa-me adormecer à noite e custa-me acordar de manhã. Passo o dia cansada. Sinto-me uma nódoa no trabalho. Sinto que não pertenço ali ou a lado nenhum. Sinto-me em baixo e só me apetece voltar aos tempos em que ainda não tinha emprego e podia passar o dia debaixo dos lençóis da cama a deprimir. Na última quinta feira tive de me refugiar na casa de banho para conseguir acalmar um bocado e não desatar a chorar.

Espero que seja só uma fase má, alimentada por hormonas e ansiedade. Mas neste momento só queria enroscar-me a deprimir debaixo dos cobertores e que segunda feira nunca chegasse.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Marketing Genius

Pergunto-me quem terá sido o grande génio que um dia pensou

"Hey, sabem o que era uma ideia mesmo genial? Mandarmos os voluntários das ONG para a porta das estações de metro mais movimentadas pedir donativos. Melhor que isso, mandá-los para lá ao fim do dia, porque é isso mesmo que as pessoas querem: chegar ao fim de um dia de trabalho cansativo, arrastarem-se para os transportes públicos e no caminho para casa ainda serem abordadas por malta a pedir dinheiro. Genial! Porque é que não me lembrei disto antes?"

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Introspection

Não sei se é desta altura do ano. Não sei se é de ter tirado férias e ter ficado com mais tempo para pensar. Não sei se é simplesmente da minha natureza introspectiva.

Mas tenho andado a pensar ainda mais na minha vida. 

Penso nas saudades que tenho de ser estudante universitária. Ok, pronto, na realidade só tenho saudades de simplesmente me poder baldar para ficar a dormir, de ter o verão inteirinho de férias. Não tenho saudades nenhumas do stress dos exames, dos projectos, daquelas cadeiras horrorosas que tive de gramar e da tese. Ainda assim, cada manhã que o despertador toca depois de uma noite mal dormida, penso que gostava mesmo de ainda ser estudante, e simplesmente desligar o despertador e dormir até à uma da tarde.

Penso que gosto de trabalhar. Gosto da rotina. Gosto do que faço, apesar do stress que me causa. Gosto de ir ver o saldo da conta bancária e ver que o ordenado já entrou. Não gosto do stress. Não gosto de me estar sempre a sentir inferior a toda a gente (damn you brain). Não gosto de ter dores de cabeça praticamente todos os dias por passar oito horas a olhar para um ecrã (tenho que ir ao oftamologista). 

Penso no futuro com pessimismo. Qual vai ser o meu percurso profissional. Será que alguma vez vou ser boa no que faço. Será que vou conseguir arranjar uma casa para alugar na mesma zona, mas melhor que esta. Será que um dia vou comprar uma casa. Será que um dia vou querer constituir família. O que vai ser dos meus pais. Tenho vinte e quatro e estou com os pés para a cova.

Penso que estou a ser parva. Que me estou a preocupar demasiado com a vida em vez de a viver. Que já devia saber que metade das minhas preocupações se resolvem sozinhas.

Penso na minha relação. Há coisas nele que me irritam. Aposto que há coisas em mim que o irritam. Ainda não me habituei a dormir ao lado dele e já lá vão seis meses, será que alguma vez vou voltar a dormir bem. 

Penso no meu grupinho de amigas do secundário. Pergunto-me se ainda se lembrarão de mim. Pergunto-me se ainda continuam a organizar almoços e cafés mas acham que já não vale a pena convidar-me, ou se simplesmente cada uma seguiu a sua vidinha, sem almoços nem lanches. Espero que estejam todas bem. 

E penso em mim. Penso que preciso de organizar a cabeça. Começar a comer melhor, a mexer-me mais, tomar um Valdispert de vez em quando para me ajudar a descansar melhor. Ir ao oftamologista. Aprender a relaxar. Aprender a viver.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Here's to the next year.

2016 foi um ano complicado. Foi um ano de mudanças. Foi um ano de experiências novas. Teve os seus momentos bons e maus.

Chego hoje ao dia 30 de Dezembro sem ter um balanço concreto. Não estou de mal com a vida, mas também não estou super feliz. 

A 1 de Janeiro de 2016 eu tinha terminado o mestrado há dois meses e queria apostar numa aventura nova fora do país. Uns dias antes tinha tido um Natal infernal, com certas pessoas da minha família a deitarem abaixo esta ideia, com ideias pré-concebidas sobre o que eu deveria fazer da minha vida. 

Sentia-me horrivelmente. Inútil, por estar há demasiado tempo sem fazer nada. Desamparada, por não ter o apoio das pessoas que me são mais próximas. Ainda estava a viver em casa do meu irmão e os meus dias eram passados a dormir e a tentar garantir que quando ele chegasse a casa do trabalho eu já tinha jantado e me tinha fechado no quarto.

Tinha um prazo para esta aventura, e ele chegou ao fim. E no início de Fevereiro abandonei a ideia. Redireccionei as minhas pesquisas. E mandei currículos. E as respostas chegaram. Fiz duas entrevistas de emprego. Comecei os dois followups dessas entrevistas, mas a verdade é que só acabei efectivamente um deles.

Em Março comecei à procura de casa.
Assinei um contrato de estágio.

Em Abril comecei um estágio de 4 meses. Foi difícil, e havia dias em que me sentia completamente inútil. Percebi que tenho imensa dificuldade em pedir ajuda. E que também sou demasiado teimosa e acho que consigo fazer tudo sozinha, mesmo que já esteja a stressar e a entrar em parafuso.
 
Em Maio assinámos o contrato de arrendamento.
Em Junho mudei de casa e passei a viver com o meu namorado. Montei uma mesa de centro, duas mesas de cabeceira, uma cómoda, uma estante/aparador, uma mesa de refeições, quatro cadeiras de refeição e uma de escritório (o resto da mobília desmontável teve ajuda externa). IKEA for the win. 

Em Julho assinei o contrato de trabalho.

Em Agosto fui conhecer o Porto e voar num ATR.

Descobrimos o quão horrivelmente quente é a nossa casa no Verão, e o quão irritantes conseguem ser os vizinhos de baixo. 

Em Setembro juntei-me oficialmente à equipa. O meu primeiro dia com os meus colegas foi o dia em que voámos para Londres para uma série de reuniões de trabalho.

Mudámos de escritório.

Em Dezembro tive a festa de Natal do escritório que antecedeu o jantar de Natal. Participei no Secret Santa, bebi mulled wine e joguei beer pong.

E chegámos ao dia de hoje. 

Estou a morar com o meu namorado há seis meses, e a trabalhar com a minha equipa há três. Ainda não me ambientei. Ainda durmo mal. Ainda ando sempre sem energia. Tenho dores de cabeça frequentes (embora talvez parte disso sejam os meus olhos a implorar por uma ida ao oftamologista). Não consigo fazer uma alimentação equilibrada (mas tenho sempre bróculos, espinafres e ervilhas no congelador, e uso-os!) nem fazer exercício regularmente (às vezes jogo Just Dance).

Vontade de aspirar, limpar ou fazer o que quer que seja em casa? Zero.

Gosto do meu trabalho, mas sinto-me sempre inferior a toda a gente. Estou sempre a tentar fazer um esforço para mudar a minha maneira de ser (fake it until you become it!), mas há dias em que o cansaço leva a melhor de mim e não consigo. Não consigo ser produtiva, não consigo pedir ajuda, nada.

Para 2017, tenho que ir ao oftamologista. Espero conseguir começar a orientar-me entre o trabalho e a casa. E quero ir ver o concerto dos Depeche Mode. 

De resto, não vale a pena fazer uma lista com mais resoluções - toda a gente sabe o que é que lhes acontece.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Ho Ho not.

Acho que nunca referi muito aqui no blog, mas eu não gosto de todo do Natal. 

Quer dizer, gosto de fazer fazer os sonhos, fazer a massa, deitar colheradas no óleo quente e vê-las inchar e transformarem-se em esferas imperfeitas. 

Gosto de comer os ditos sonhos. E a torta de laranja que convenço a minha mãe a fazer. E o arroz doce. E Ferrero Rocher. 

E abrir prendas.

But that's it.

Em minha casa não existe o juntar a família porque maior parte da minha família mora longe e festeja o Natal com as respectivas famílias. Juntamo-nos apenas quatro na noite de 24, quatro pessoas sem jeito nenhum para festejos.

No dia 25 o meu avô junta-se a nós para almoçar. E depois de almoço uns vão para o café, outros dormem a sesta, e eu entrego-me à habitual melancolia.

Há já alguns anos que é assim.

O ano passado foi sem dúvida o pior, depois de ter comunicado que estava à procura de emprego dentro e fora de Portugal e ter tido o jantar de Natal do inferno.

Este ano as coisas estão mais calmas. A vida estabilizou ligeiramente, mas continuo sem vontade nenhuma de festejar.

Ao menos tenho uma prenda embrulhada cá em casa que o meu namorado me comprou e que não faço a mínima ideia o que será.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Gratification

Para além de ainda estar a tentar descobrir quem sou e o que me define, neste momento um dos meus focos tem sido melhorar a minha prestação no trabalho. 

Julgo que não mencionei aqui, mas há umas semanas fui chamada para uma reunião com um colega meu (que lidera a minha equipa) para discutir a minha performance. Na altura eu andava completamente perdida dentro da equipa, não conseguia ser produtiva, enfim, estava bastante aquém do que era esperado. 

Nessa reunião discutimos alguns métodos para ajudar a aumentar a minha produtividade, que eu passei a seguir.

E basicamente é isso. Tenho estado focada em aumentar a minha produtividade. 

O ponto negativo é que a minha vida ainda continua limitada ao casa-trabalho e trabalho-casa.

O ponto positivo? Grande parte do meu trabalho consiste em "facilitar a vida" a outros colegas (soa um bocado estranho, mas não me apetece entrar em pormenores). 

E sabe mesmo bem, quando acabo uma tarefa, comunico as mudanças aos colegas/equipas e recebo agradecimentos de volta. É bastante gratificante e faz-me sentir importante (só por um bocadinho, vá). 

sábado, 19 de novembro de 2016

Who am I

Este é só um devaneio meio parvo, mas nos últimos dias dou por mim a pensar no assunto pelo menos uma vez por dia. Por isso achei boa ideia partilhar por aqui. Pelo menos escrevo o que me vai na cabeça.

Estou a passar por uma mini-crise existencial. Nos últimos anos sempre tive alguma coisa com que me identificasse, algo que fazia fora da escola/faculdade/trabalho. Durante algum tempo foi a fotografia, que acabou quando entrei para a faculdade e deixei de ter o quintal dos meus pais para me entreter a fotografar flores e gatos.

Foi o WoW. E nos últimos tempos foi a culinária, onde me divertia a inventar receitas de queques e bolachas e cozinhar coisas diferentes para o jantar (e onde descobri o caril e o chili, experimentei lentilhas e soja granulada e fiz manteiga de amendoim caseira).

E depois acabei o mestrado. Estive alguns meses em casa enquanto procurava um emprego que me interessasse realmente. Depois comecei a trabalhar. E depois mudei de casa.

E pronto. Passei a andar num estado de cansaço permanente. Deixei de jogar WoW porque o computador que usava (um portátil antigo do meu namorado) deixou de o suportar, e não me apetece atravancar ainda mais a secretária que temos com outro computador (e sinceramente também não me apetece gastar dinheiro).

Deixei de cozinhar por prazer porque tenho que agradar a um esquisitinho e porque já não posso deixar a cozinha desarrumada para arrumar depois (tive que calhar com um homem obcecado pela limpeza), e normalmente a vontade de arrumar a cozinha quando faço um prato simples roça o menos infinito, quanto mais sujando um monte de loiça para fazer algo mais elaborado.

Regra geral, deixei de ter vida para além do trabalho e de arrumar a casa. Deixei de seguir as minhas séries porque deixei de ter paciência para as sacar. Deixei de ter vontade de passear aos fins de semana quando fico em lisboa, porque perdemos metade do dia de sábado a limpar a casa, e como ando sempre cansada, prefiro aproveitar o resto do tempo para ficar sossegadinha no sofá. Praticamente deixei de ler, embora ande a fazer um esforço para mudar isso. A única coisa que mantive neste tempo todo foram os joguinhos básicos de tablet e a leitura dos blogues no feedly.

Long story short, sinto-me sem vida, e sem energia para mudar o que quer que seja. E precisava de desabafar sobre isto. So, here it is.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Pet peeves, public transport edition

Coisinhas que me irritam neste mundo maravilhoso dos transportes públicos de Lisboa:

- Estar sentada no metro, num dos lugares encostados à janela (naqueles grupos de 4 bancos ficamos sentados frente a frente com as outras pessoas). Levantar-me para sair na próxima estação. Nenhuma das 3 pessoas que ocupam os restantes bancos mexer a porra de um milímetro para que eu não tenha de fazer um mini-ballet a tentar sair dali. E sim, quando eu estou no lugar dessas pessoas, mudo de posição no assento para facilitar as saídas.

- Pessoas (maioritariamente mulheres, pronto) que guardam o passe no compartimento mais recôndito das carteiras que por sua vez ficam perdidas no fundo da mala, e que na altura de validar o passe para abrir a cancela colocam simplesmente a mala em cima do sensor e esperam que magicamente ele detecte o cartãozinho que está enterrado no meio de outros 2345423 cartões, lenços de papel e afins.

Melhor que isso, é essas mesmas pessoas, depois de fazerem um pequeno kamasutra com a mala em cima do sensor, resolvem tirar a carteira e fazer outra demonstração de kamasutra, e no fim, quando já existe um engarrafamento nas cancelas, é que se resolvem a tirar o passe da carteira e passá-lo no sensor.

- Quando é óbvio que vou sair na próxima paragem de autocarro (as in, agarrei nas minhas coisas, levantei-me do lugar e dirigi-me para a porta), e a pessoa atrás de mim resolve colar-se às minhas costas, mesmo que haja espaço suficiente para que isso não aconteça. Neeeeervos.

- Todos os dias apanhar um autocarro cheio, ter de ir em pé e fazer uma força enorme agarrada às barras para não dar um trambolhão em cada curva.

- Escadas rolantes do metro que não funcionam. Sou preguiçosa, porra!

- E, por fim, o "pedimos desculpa pelo incómodo causado" ouvido praticamente todos os dias no metro, e as carruagens a abarrotar devido aos múltiplos distúrbios nas linhas

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Migraine

Para não variar no registo deste blog (negatividade hooray!), hoje venho registar mais um acontecimento da minha vida.

Tive uma enxaqueca pela primeira vez.

Ok, pronto, eu sei que há pessoas com enxaquecas frequentes, e possivelmente bem piores que a minha, mas apeteceu-me escrever sobre isto.

Eu costumo ter dores de cabeça com alguma frequência, afinal de contas trabalho oito horas por dia em frente a um portátil, por vezes numa postura um bocado má (aka, toda torta).
Às vezes passam com um café, às vezes passam com um ben-u-ron, ou indo para a cama, or both. Às vezes são fraquitas e aguentam-se, outras vezes nem sequer consigo pensar direito.

Por isso não estranhei quando na segunda feira à hora de almoço me começou a doer a cabeça. Como era relativamente forte e eu precisava de me concentrar durante a tarde, bebi um café depois de almoço e tomei um ben-u-ron. Não passou de todo - embora tenha aliviado ligeiramente quando peguei no portátil e fui trabalhar para um canto menos iluminado do escritório. Consegui aguentar até à hora de sair, mas depois do jantar começou a piorar.
Ao serão abri o portátil para trabalhar mas a luminosidade incomodava-me, as letras brancas no fundo preto do terminal incomodavam-me, e sinceramente não sei como consegui sequer ler, compreender e mudar linhas de código.

Depois de fechar o portátil tentei ver televisão mas a luz e as cores incomodavam-me, teneiei deitar-me simplesmente no sofá com os olhos fechados mas os sons incomodavam-me. Sentia a cabeça a latejar horrivelmente e acabei por tomar mais ben-u-ron e meter-me na cama. Adormeci relativamente rápido - entre o comprimido e o facto de estar completamente às escuras, a dor aliviou.

Tive a sorte de hoje ser feriado. Dormi quase 11 horas, e quando acordei pensei que já estaria melhor - apesar de ainda sentir a cabeça meio dorida. Fiz a minha vidinha normal - pequeno almoço, ver televisão, ver as redes sociais, jogar nos meus joguinhos de tablet e adiantar o almoço.

Foi quando estávamos à espera do forno que comecei com outros sintomas. A dor de cabeça intensificou-se ligeiramente (não chegou ao ponto do dia anterior, mas incomodava), comecei a sentir-me enjoada e com vontade de vomitar (não cheguei a esse ponto). Olhar para a televisão, para o computador ou para o telemóvel deixava-me ainda pior.

Felizmente, a partir daí as coisas começaram a melhorar. Depois de almoço tomei um Nimed que o meu namorado me deu, tomei um duche e deitei-me no sofá a descansar um bocado. Saí para ir à farmácia e ao supermercado - e apesar de me ter custado e ter voltado a ficar nauseada, o ar fresco fez-me bem. Voltei a descansar no sofá, e ao fim de algum tempo comecei a voltar ao normal e pude acender luzes e ligar a televisão.

Ainda me sinto meio estranha e preciso de ir descansar (e rezar para que não me aconteçam mais destas até ao fim da semana), mas o pior já passou.

Só espero que estas não se repitam com grande frequência.